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Talentos e capital humano


É inegável, uma das principais fontes de valor para as empresas e mesmo para os países é o capital humano. Assim, a consolidação de uma região como centro global não é resultado somente de suas políticas econômicas ou planos de desenvolvimento. A formação de um polo depende integralmente da existência de um conjunto de talentos estruturado e desenvolvido, o qual possa fornecer mão de obra e conhecimento técnico necessário para viabilizar a realização de todas as atividades.

Em primeiro lugar, a demografia é a base para a formação de um conjunto de talentos, significa a disponibilidade ou não de População Economicamente Ativa para formar a força de trabalho de um país. No Brasil, existe uma vantagem com repeito ao crescimento demográfico, isto é, grande quantidade de oferta de mão de obra. Este status quo deve ser bem trabalhado, principalmente quando se analisa economias atualmente maiores que a brasileira – Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França – que terão sua demanda por pessoas crescendo a taxas maiores que a sua oferta de trabalhadores.

É preciso deixar claro que o Brasil é consciente que essa vantagem deve ser aproveitada e potencializada mediante a educação, ou seja, formação de pessoas, pois é isso que irá transformar pessoas em talentos. Em um mundo em que mercado e globalização andam juntos, se faz cada vez mais necessário o conhecimento de línguas estrangeiras, internacionalização da formação, alinhamento da educação com o mercado, ensinos básico, técnico e superior de qualidade.

Também importante é a circulação de talentos, que não deve ser vista como a fuga de cérebros, mas sim como o aproveitamento de outras entradas de talentos internacionais no Brasil, se bem gerenciadas, deixam um saldo positivo. No entanto, é preciso reconhecer que ainda tem que se divulgar mais o país e que também há muitas dificuldades burocráticas e migratórias para estrangeiros, principalmente no que tange aos tramites de visto e contratação, divulgação de oportunidades de empregos atraentes e melhora no processo de recrutamento de pessoal estrangeiro no Brasil.

Assim, surgem as iniciativas da BRAiN, que visam apoiar os intercâmbios, convênios e destacar a qualidade das universidades e do ensino brasileiro para os estrangeiros e vice versa. Desta forma, objetiva-se aumentar a exposição dos alunos a outros idiomas e a experiências acadêmicas internacionais que tem como função exportar e importar conhecimentos, tecnologias e outras competências, particulares nos polos de negócios internacionais.

Envolver o setor privado nas pesquisas e na produção intelectual tem se consolidado nos últimos anos como uma forma de preencher as lacunas que ainda tem no campo do investimento em conhecimento e tecnologia dirigido tanto para os estudantes quanto para os professores. Isto tem um rollver positivo para a educação e para a formação de talentos e atratividade educativa no Brasil.

O Global Talent Index, que usa indicadores econômicos, contexto cultural, investimento direto estrangeiro, tendências na educação e outros dados quantitativos e qualitativos prevê uma melhoria no indicador para 2015, destacando as melhoras no ambiente de talentos (Talent Environment) e mais concretamente, a regulação de salários, a proteção á propriedade intelectual e a remuneração por méritos.

É possível para o Brasil transformar seu conjunto de talentos em força de atratividade para o polo de negócios. O cumprimento deste objetivo depende do planejamento estratégico de atividades e implementação, envolvendo todos os setores da economia, públicos e privados.  

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