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04/02/2013

Europeus buscam trabalho no Brasil, mostra levantamento da BRAiN

Portugueses, espanhóis e gregos são maioria entre profissionais que enviam currículos para site Work in Brazil.

A demanda por profissionais em áreas estratégicas do País de um lado, e a crise na União Europeia de outro têm aumentado o interesse de cidadãos da Zona do Euro por atuar no Brasil. É o que mostra o primeiro balanço do site Work in Brazil (www.workinbrazil.org), criado pela Brasil Investimentos & Negócios (BRAiN) para receber currículos de trabalhadores do exterior interessados em trabalhar no País. Lançado em outubro, o site já recebeu 400 perfis, mais da metade de trabalhadores de Portugal, da Espanha e da Grécia.

“Há uma percepção generalizada nesses países de que existe um risco de os trabalhadores, principalmente os mais jovens, perderem janela de oportunidade de ingressarem no mercado de trabalho nas áreas em que se formaram e, depois disso jamais conseguirem voltar a atuar nesses segmentos, o que configuraria uma geração perdida. Por isso, países como a Espanha vêm, deliberadamente, estimulando a saída desses trabalhadores neste período de crise para que, depois, quando houver uma recuperação, retornem, num processo de ‘brain drain’ (‘saída de cérebros’)”, avalia André Sacconato, diretor de Pesquisa da BRAiN. Ele acrescenta que, para o Brasil, a vinda de profissionais qualificados é bastante positiva em áreas como as ligadas à infraestrutura, que precisarão de mão de obra qualificada nos próximos anos.

O levantamento dos dados do Work in Brazil mostra que, na média, os estrangeiros que enviam seus currículos possuem formação superior e interesse em atuar, sobretudo, no mercado financeiro e nas áreas de direito, marketing e comunicação.

Todo em inglês, o site traz tópicos como vantagens competitivas e atrativos de nosso País, dados sobre crescimento, orientações para obtenção de vistos e formulário para envio de currículo. Os currículos são repassados para bancos associados à BRAiN e empresas de headhunting.

A BRAiN já atua na busca de sistemas que facilitem a entrada de talentos em áreas consideradas estratégicas, integrando, desde agosto, o Grupo de Trabalho da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República para o aprimoramento da política brasileira de imigração. Para Sacconato, o estabelecimento de uma política direcionada de vistos, com base em pontuação por área de interesse, como fazem Canadá e Austrália, seria uma caminho para solucionar o problema de falta de talentos em determinadas áreas. “Trata-se de fazer uma escolha direcionada, para suprir os cargos em que estão faltando pessoas.” O sistema de pontos funciona da seguinte forma: se o Brasil necessita de engenheiros civis ou químicos, por exemplo, o postulante a atuar no País nessa área teria a pontuação maior, ante profissões de menor interesse. Se a demanda é por trabalhadores de 20 a 30 anos, esses profissionais recebem maior pontuação que os que têm, por exemplo, de 50 a 60 anos. “Dessa forma, são contemplados com a facilitação do visto, aqueles cujos perfis interessam para o desenvolvimento do País”, explica Sacconato.  

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