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Infraestrutura financeira


Uma infraestrutura financeira forte é vital para a atração de IED e, consequentemente, a atratividade de uma região como polo de investimentos e negócios. Um sistema financeiro robusto constitui um importante gerador de empregos, crescimento econômico e tributos para o país e o Brasil parte de uma posição concreta de destaque neste quesito, com um sistema financeiro forte e rentável, crescimento de crédito PJ e instituições sólidas.

Ouve-se muito no mercado que o Brasil foi um dos últimos países a entrar na crise financeira e um dos primeiros a sair. Obviamente, muito graças à solidez macroeconômica do País e seu potencial de crescimento, mas também se deve à solidez da organização e da regulação do seu mercado financeiro.

A regulação do sistema financeiro brasileiro é mundialmente reconhecida como referência, entidades privadas como ANBIMA – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, a BM&FBOVESPA e a Cetip, além de entidades supervisoras do setor público como CVM – Comissão de Valores Mobiliários e Banco Central do Brasil são responsáveis pelo cumprimento das leis e regras da legislação brasileira.

Apenas para citar exemplos positivos, os fundos de investimentos são obrigados a divulgar suas posições aos órgãos reguladores no prazo máximo de três meses. Tal regulação garante que esquemas fraudulentos de pirâmide, como o caso Madoff, não sejam possíveis no País. As operações financeiras são registradas em nome do beneficiário final e não do intermediário, o que garante a segurança do primeiro em caso de insolvência do segundo, todas as operações de derivativos no Brasil são registradas em um ambiente comum, a Central de Exposição de Derivativos (CED).

Ademais, o financiamento da economia, um dos objetivos básicos do sistema financeiro se expandiu significativamente no Brasil nos últimos anos, tanto no crédito bancário, com grande participação de linhas direcionadas do BNDES, quanto à capitalização das empresas listadas em bolsa. A necessidade de aumento dos recursos disponíveis se faz ainda mais importante quando é considerada a maior demanda de crédito advinda de programas como o PAC e a exploração do pré-sal.

Neste pilar, tanto o Brasil como toda a América Latina apresentam oportunidades de desenvolvimento de seu mercado de dívida corporativa, papéis como debêntures devem ser mais aproveitados como alternativas de financiamento e como forma de expandir a liquidez do mercado secundário deste instrumento. Os bancos podem aumentar sua captação no exterior dado os padrões internacionais e ainda temos poucas pequenas empresas listadas na bolsa.

Observa-se que o país tem uma base forte em seu sistema financeiro, com oportunidades de continuar o desenvolvimento de sua infraestrutura financeira para incrementar a atratividade do Brasil como polo internacional de investimentos e negócios.  

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