Formulário de busca

Brasil na América Latina


A América Latina tem a oportunidade de transformar e aperfeiçoar sua ainda incipiente arquitetura de rede.

A região possui tamanho e potencial de crescimento que vêm chamando a atenção de todo o mundo, porém os vínculos entre seus polos de negócios locais são muitas vezes intermediados pelos grandes polos globais de Nova York e Londres. Esse é o momento para a América Latina alavancar seu grande potencial e suas importantes vantagens estratégicas, como seu peso no comércio internacional e suas multilatinas, para criar uma rede mais conectada entre países, minimizando intermédios ao acesso aos capitais e gerando novas oportunidades de negócios, renda e emprego por meio de vínculos diretos fortalecidos com outras redes regionais. Vários países na região já começaram esse processo, mas ainda falta percorrer um caminho significativo que requer esforços consistentes por parte da América Latina e do Brasil.

O Brasil reúne as qualidades necessárias para tornar-se também um dos polos dessa nova arquitetura regional. O País tem um papel importante no continente e deve crescer com vigor na próxima década, fortalecendo seus vínculos com os países vizinhos e com o mundo. A visão da BRAiN é consolidar o Brasil como um dos polos regionais de investimentos e negócios com conectividade global que, com os outros países da região, atue na criação de uma rede regional fortalecida e mais conectada com o mundo. Essa visão é factível, mas ambiciosa e, para atingi-la, o Brasil deverá explorar suas vantagens para superar diversos desafios, como o excesso de burocracia e a infraestrutura pouco competitiva. É vital que o País mantenha e reforce os fundamentos sólidos de sua economia e de sua regulação, dando as bases para a expansão internacional de suas empresas.

O que a visão do Brasil como polo significa para a região

A visão articulada pela BRAiN – “tornar o Brasil um dos polos regionais com conectividade global da nova rede de investimentos e negócios na América Latina” – pode ser desdobrada em diversos componentes e exemplos que ajudam a tornar tangível o que a instituição almeja para a região.

• Melhoria das condições para a internacionalização das empresas. Com acordos, harmonização regulatória e menores barreiras para operações internacionais em geral, a região deverá naturalmente tornar-se berço de um número cada vez maior de multinacionais e, ao mesmo tempo, tornar-se um destino cada vez mais atraente para abrigar operações de multinacionais de outros continentes.

• Reforço da exportação de serviços. Para isso, a região deve contar com infraestrutura e regulações modernas e eficientes. Com isso, setores diversos como serviços profissionais (auditoria, consultoria, assessoria jurídica...), tecnologia e outsourcing de processos poderão desenvolver-se na região, oferecendo serviços para clientes de todo o mundo de maneira competitiva.

• Capacidade de formação e atração de talentos com experiência e nível internacionais. É necessário, ao mesmo tempo, oferecer as condições de vida e mobilidade para atrair talentos de outros países e estabelecer uma rede de universidades voltada para o mundo, com redes de parcerias e intercâmbios reforçadas regional e globalmente.

• Regionalização e reforço do sistema financeiro em todos os seus segmentos. Mercados de capitais mais fortes e com maior presença de empresas e de ativos internacionais, com bancos e seguradoras latinas operando em toda a região, são elementos vitais para apoiar o desenvolvimento de uma rede regional.

• Estrutura moderna de transporte. Esta é uma condição crítica para qualquer rede de negócios, especialmente em transporte aéreo, estimulando fluxos de executivos e profissionais. Isso depende de aeroportos maiores, mais numerosos e eficientes, que, com regulação e acordos mais modernos, estimulem uma malha aérea de maior densidade, com mais linhas e voos diretos entre países da América Latina.

• Maior destaque para o turismo de negócios. Além da necessidade de reforçar a malha aérea, a visão passa também por maior disponibilidade de estruturas como hotéis e centros de convenções de ponta na região. O país deveria ser um destino atraente para sediar feiras cada vez mais relevantes e eventos globais e regionais de multinacionais, ajudando a atrair negócios e a incrementar a visibilidade global da região.  

Gostou deste conteúdo? Recomende para os seus amigos.