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Ambiente macroeconômico


As condições macroeconômicas representam um dos principais pilares para a atratividade de uma região como polo internacional de investimentos e negócios. O tamanho da economia e as condições para garantir seu crescimento de longo prazo são fundamentais para a expansão de negócios. Consolidando o protagonismo brasileiro na economia global, o Brasil já ultrapassou o Reino Unido e se tornou a 6º maior economia do mundo, e as expectativas mais otimistas é que o Brasil chegue a 4º até 2025.

Além do crescimento, outros fatores macroeconômicos são importantes. A previsibilidade é crítica para gerar confiança nos investidores e, assim, assegurar a materialização de investimentos. No Brasil, a implantação formal do sistema de metas de inflação desde 1999 foi um marco que demonstra o comprometimento do país com a previsibilidade de sua economia. Desde 2003, a inflação, medida pelo IPCA, se mantém abaixo de dois dígitos, apenas como comparação, o acumulado do ano de 1993 foi de incríveis 2.477,15%.

Aindano que tange a previsibilidade, é interessante destacar que o Brasil foi o primeiro país emergente a aprovar uma lei de responsabilidade fiscal, com o objetivo de tornar transparentes os gastos públicos e limitá-los às suas capacidades. Apoiada em quatro eixos (planejamento, transparência, controle e responsabilidade), foram definidos parâmetros para a organização fiscal brasileira, que desde 2002 diminuiu sua dívida líquida do setor público como porcentual do PIB de 60,6% para 36,6% ao final de 2011. A expectativa da Secretaria de Política Econômica é que este número chegue a 30% do PIB até 2015. Só como base para comparação países como os Estados Unidos possuem dívida próxima de 100% de seu PIB.

A melhoria das finanças públicas permitiu que o Brasil atingisse melhores níveis de classificação de risco, de 2.000 pontos no EMBI+ em meados de 2002 para aproximadamente 200 hoje, o fato é que passamos por consistentes melhorias na classificação de risco, chegando ao patamar de Investment Grade em 2008. A taxa de juros que o Tesouro Nacional pagou em suas captações, na primeira operação em dólares no mercado internacional de 2012 foi a menor da história, 3,499% ao ano, resultado de um maior grau de confiança dos investidores com o Brasil.

O Brasil tem despontado com mérito quando se analisam o crescimento econômico com inflação controlada e as condiçõesde financiamento compatíveis com as necessidades do setor privado, características atrativas para um polo de investimentos e negócios. Através da manutenção desta posição positiva e de esforços focados de melhoria, principalmente nas contas públicas, o Brasil será capaz de avançar e alavancar não apenas a si próprio, mas toda a região como um todo.

Por fim, além da manutenção de suas fortalezas, dois assuntos devem estar na agenda brasileira: a racionalização da gestão fiscal e a distribuição de renda, pois o primeiro tem potencial de garantir custos baixos de captação de recursos que continuem impulsionando o crescimento do País. O segundo poderá conferir a constante expansão da classe média consumidora que, por sua vez, contribui para o giro e o crescimento da economia. 

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